COMO FAZER UMA REVOLUÇÃO , SEM DIZER "COMO FAZER" UMA REVOLUÇÃO ?
Última edição em: 2019-01-06 07:45:43

O INCENTIVO AO VOLUNTARISMO COMO LINHA AUXILIAR DA DIREITA.

 

PARTE DOIS

 

O Professor Nildo Ouriques, UFSC, proferiu palestra em meados de 2017, afirmando ser necessário que o  povo trabalhador atine para a necessidade de reformas estruturais.


Segue o link de YouTube.

 

https://youtu.be/7Cc1Of8EZQA


5c31cd367bed1nqbuuixce6j.jpg

 

.....................

 

Entretanto a fórmula sugerida pelo professor Ouriques padece do mesmo problema de sempre :

 

Mostrar o problema em detalhes e nada colocar como solução crível, viável.

 

E é fácil afirmar que o Professor nada coloca como solução, porque o tema da "revolução redentora" já foi exaustivamente debatido, chegando-se sempre à mesma conclusão acerca da inviabilidade de uma eventual empreita dessa natureza.  

 

Uma revolução, quando aludida traz consigo a obrigação de detalhamento acerca dos múltiplos fatores que a indeterminam.

 

Os indeterminantes interpostos pela realidade acerca de uma revolução são tantos que já soa improcedente menção  ao tema.


...................

 

Todavia, ocorre que estamos aqui a falar de um Professor da UFSC  não de um jovem idealista. 


O Professor se mostra inconsequente pela via do furor das ideias de fluxo muito fácil apenas na teoria.

...................

 

Realmente, o Professor fala muito sobre uma solução revolucionária, mas não  diz como essa tal revolução, à qual ele alude, conseguiria lograr êxito, expondo moção  meramente voluntarista.

 

Quando o Professor, por mero voluntarismo, afirma que o voto não tem valor como solução, ele crava a tese de que a tal revolução seria de fato.

 

Ao fazer isso em público, ainda que muito provavelmente de forma delituosamente involuntária, ele infringe a Lei 7.170/1983 , que trata da Segurança Nacional :


É considerado crime:

 

Artigo 22 :  Fazer, em público, propaganda:

I . de processos violentos ou ilegais para alteração da ordem política ou social;

II . de discriminação racial, de luta pela violência entre as classes sociais, de perseguição religiosa;

III . de guerra;


IV . de qualquer dos crimes previstos nesta Lei.


................. 


Que os trabalhadores devam e possam se interessar pelas reformas estruturais não há dúvida.


Não é aí que reside a razão de ser deste texto.


A razão de ser deste texto é também o seu tópico frasal :


Toda movimentação inviável é também diversionista. Atua como linha auxiliar da direita, na medida em gasta tempo e energia em inutilidades e na medida em que traz desalento político, em face de derrota certeira para a ala social.


E de derrotas é o que a ala social não precisa !


O voluntarismo  contido nos discursos revolucionários não substitui o voto legislativo, através do qual a ala social toda e não apenas a "classe trabalhadora" buscará o pacto social , mediante maioria congressual que permita assumir o controle das leis.


Democracia e Estado de Direito são tão somente o que se busca.


O voto é dever cívico respaldado por direito subjetivo pétreo e pacificado. 


A apologia, ainda que involuntária, ao não voto atenta contra esse direito.


E isso não interessa a ninguém !  A ninguém !


Sergio Govea 


sg@pcsa.com.br

 

61 9 8552 5956 (Telegram). 

........................................................................................

 

Link de convite para grupo do aplicativo Telegram que discute o Código Eleitoral, como premissa da busca de solução através da democracia. 


Ou seja, através do voto.

 

https://t.me/joinchat/A2QBWRZgrL4FDasic015Ig

 

........................................................................................